enfim! confesso que não via a hora dele voltar a trabalhar!
não, não nos entendemos ainda. não, não decidi nada ainda.
me sinto seca. me sinto fria. me sinto cansada... muito cansada. cansada de gritar, cansada de dar pitis, cansada de reclamar, cansada de discutir. estou cansada, muito cansada. vou dormir um pouco, tchau.
aconteça o que acontecer daqui pra frente, acabou definitivamente o meu conto de fadas. eu me separaria hoje (aliás, ontem!) mesmo mas preciso me firmar um pouco ao menos para não ficar sem o meu menino.
cansei. cansei de implorar pelo amor de um homem que cismou de me tratar como se eu fosse uma mulher como tantas outras que aceitam ter menos do que merece. se eu não puder ter o mínimo que eu mereço, eu não quero! o mínimo que eu mereço é muito! é mais do que a esmagadora maioria das mulheres pede, eu sei, mas eu não me vendo por menos.
eu não vendo meus beijos, minha atenção, minha admiração, minha dedicação, meu tesão, o meu corpo, a minha alma, o meu futuro por menos do que isso. eu quero tudo o que eu dou de volta. eu mereço. não tenho a menor dúvida disso. todo mundo merece. ele também. e por saber que ele merecia também e ter lhe dado sem o menor pudor, é que eu mereço mais ainda!
[puta que o pariu, mas como é que se conjuga o verbo merecer mesmo, hein??]
não sei se vou conseguir postar por algum tempo, pois o maridão vai entrar de férias a partir de segunda e com ele em casa eu não vou acessar o blog. mas se conseguir um tempo, juro que apareço pra dar notícias.
na verdade estou ansiosa por estas férias dele. serão as primeiras férias remuneradas da vida dele e acho que vamos aproveitar muito juntos. nós dois e o nosso menino. estamos com pouco dinheiro, mas pretendemos aproveitar o máximo possível. uma mini viagem a dois está nos planos. assim como piqueniques em parques e passeios por pontos turísticos daqui mesmo.
confesso que estou com um certo medo da gente voltar a se enstranhar, ficando tanto tempo juntos (se bem que a gente não estava ficando muito tempo juntos e nos estranhamos mesmo assim). contudo resta a esperança adquirida na virada do ano*.
* leia o post anterior.

imagem de: http://todosostons.nafoto.net
estou bem mais leve desde o começo do ano. parece que na virada do ano minha fada madrinha tocou-me com sua varinha de condão e plim! eis que emerge uma mulher mais calma, mais paciente, mais centrada e até mais feliz, ouso dizer.
eu tenho uma incrível tendência a dramatizar as coisas, mas agora eu não faço novela nem das coisas ruins que me acontecem. não, eu não tomei nada. estou sóbria e o que acabo de escrever é a pura realidade. quem diria, eu sem dramatizar as coisas...
e não é que a minha vida tenha se transformado em um paraíso de um dia para o outro, não! mas eu consegui sair do lugar da pobrezinha-coitadinha-que-não-tem sorte, entende? continuo dura (e de dezembro pra cá mais dura ainda, pois entramos aqui em casa numa séria restrição orçamentária para poder ajeitar a nossa vida), o tal trabalho ainda não se concretizou (e mesmo quando isto acontecer não vai trazer tanto dinheiro assim, o que eu mais ganho ali é prestígio e a esperança de um futuro promissor) e continuam os pequenos aborrecimentos do dia a dia (comuns a todos os mortais).
mesmo assim tudo melhorou. porque? porque EU melhorei. é como se eu estivesse doente por causa de alguma praga de bruxa e com o fim dela eu me visse liberta da maldição. digo isso, porque tudo aconteceu como num passe de mágica mesmo. mudou o ano e mudou automáticamente o meu humor, a minha vida.
pensando bem eu acho que sei o que aconteceu. na virada do ano eu estava muito bem. muito bem meeesmo. virei o ano na cama com o meu marido aos beijos e amassos, quase nua, de vermelho. é. acho que deve ter sido isso mesmo... vermelho é paixão, não é? pois é estou apaixonada de novo. apaixonada pelo meu marido, apaixonada pelo meu filho, apaixonada por mim.
e viva o ano novo!!!
ontem eu recebi uma notícia simplesmente ma-ra-vi-lho-sa profissionalmente pra mim! é tão legal que quando a mulher lá do outro lado da linha me falou o que era eu nem acreditei e pensei que fosse um trote, juro!
isso exigirá de mim muita responsabilidade, muito profissionalismo e muita ralação também. desde o tal telefonema que eu estou com um friozinho da barriga danado! estou com medo mas também muito animada e muito orgulhosa. eu me inscrevi numa feira de negócios esperando fechar alguma coisa nem que fosse pequenina, mas que pelo menos impulsionasse o ano. e eis que caio de pára-quedas num contrato de exclusividade com uma puta empresa!!
quer dizer, eu não caí assim tão "de pára-quedas" é claro. o negócio é fruto do meu trabalho, da minha criatividade e do meu bom gosto, além de um pouco de sorte também! acho que para acontecer o sucesso é imprescindível sorte. aquela coisa de estar no lugar certo na hora certa, sabe? mas só isso não basta. agora eu preciso me agarrar esta oportunidade, pegar o touro à unha!
[ops, preciso parar de roer as unhas e deixá-las crescer...]
1- organizar o meu dia para fazer tudo o que eu quero e/ou preciso;
2- ter mais paciência com as pessoas, principalmente as mais próximas e não perder de vista o amor que tenho por eles, mesmo nos momentos de raiva;
3- manter uma produção profissional mais intensa e perene;
4- alimentar mais as amizades, procurando com maior frequência todos os meus queridos (amigos e familiares);
5- não abandonar mais o blog!!
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será que eu vou conseguir cumprir todas essas metas? bom, eu não sei se vou conseguir, mas estar aqui é a prova de que estou tentando...

imagem de: http://www.fotolog.net/belle_seixas
ontem meu dia estava tão cheio que, no fim do dia, aquilo que eu havia feito pela manhã parecia pertencer ao dia anterior.
tem dias que a gente corre tanto, faz tantas coisas que até se esquece que somos seres únicos. fica um sentimento de ser um daqueles bonequinhos de corda no meio de uma multidão de bonequinhos iguais. parece que você não tem direito de escolher nada, nem mesmo a direção que quer seguir. você é apenas mais um a ser levado junto com a multidão. tem de fazer o que tem de ser feito e ponto final.
agora preciso ir, vem vindo de novo a onda de bonequinhos e preciso me deixar levar...
se eu não falo, você não me vê. se você não me vê eu não existo. se eu não existo, eu não falo.
se eu falo, você me vê, você me lê. você me fala e eu leio você. aí você existe e eu falo pra você.
então vou falar pra você, pra você me ler, pra você falar pra mim, para eu ler você e falar mais pra você.
aí eu existo.
ok?
depois de alguns dias de suspeita, confirmei hoje que não estou grávida. na verdade, fiquei mais aliviada do que chateada, pois caso estivesse grávida, este filho não teria sido planejado como foi o primeiro. claro que um filho do homem que amo, que mantém comigo (e eu com ele) um relacionamento estável (apesar dos altos e baixos absolutamente normais), numa situação financeira minimamente razoável (se considerarmos a situação geral do país), seria sim (definitivamente) um filho bem vindo e festejado. mas eu não queria agora.
ainda não vai ser agora que o meu filho vai ganhar um irmão. lamento por isso. quero muito que o meu filho tenha pelo menos um irmão (ou irmã). se fosse possível financeiramente eu teria uns 5 filhos, com certeza. mas isso não vai poder acontecer. aliás, as pessoas já me acham louca por querer ter 3, mas eu acho que irmãos são fundamentais!
eu tenho vários. e os amo demais, apesar de estar um tanto quanto distante. outro dia li um texto a respeito e fiquei muito sensibilizada. eu tinha uma relação meio maternal com eles. apesar de ser a caçula, quando ainda morava com eles eu sempre procurei cuidar de cada um, checar se estavam bem e se não estivessem tentava fazer algo. depois, um a um eles levantaram vôo e foram cuidar da própria vida e eu fiquei.
fui quase a última a sair do ninho. quando saí parece que deixei por lá alguma coisa pois passei a me preocupar mais comigo e menos com eles sem, no entanto, nunca deixar de amá-los. meus olhos se enchem de lágrimas só de escrever isso. eu já pensei muito sobre isso. eu me cobro por achar que deveria estar mais junto deles, mas é como se eu precisasse me distanciar para poder me concentrar na família que estou formando. ah, não sei... acho que estou falando bobagem... talvez isso seja só uma desculpa.
de qualquer forma, é fato que temos um vínculo muito forte, que se comprova em nossos encontros. passamos momentos muito ruins juntos. fomos fortes e eles me deram as maiores provas de amor certa vez quando estive muito doente. também rimos muito juntos. e brincamos e batemos um no outro e nos sacaneamos e puxamos nossos cabelos e fizemos nossa vó se descabelar e levamos muitas palmadas e inventamos códigos familiares, piadas internas e choramos muito e comemos muito e rimos muito... e estamos vendo crescer nossa descendência.
é por essas e outras que eu quero dar irmãos a meu filho.
contudo, ainda tenho algum tempo antes do meu relógio biológico dar o alerta vermelho para providenciar um irmão (ou irmã) para o meu menino. por enquanto, vou treinando bem pra fazer outro tão bonitinho (a) quanto ele...

imagem de: http://psnl.fotoblog.uol.com.br/
não é ano novo nem nada, mas eu tomei algumas resoluções para melhorar a minha vida. bem, é verdade que ficaram de fora algumas questões importantes (parece que ainda não será desta vez que vou parar de roer unha, nem de dar muita atenção a certas bobagens...), mas também não se pode querer tudo de uma vez só, né?
são coisas simples e até óbvias, como: melhorar meu guarda roupa, organizar definitivamente gavetas de papéis, fazer aquelas coisas que estão a milênios esperando pra serem realizadas, jogar fora coisas velhas e/ou sem uso. tudo o que já sabia que deveria ser feito, mas que não fazia sabe-se lá porquê.
já comecei com as arrumações. roupas, sapatos, papéis, caixas, tralhas... revirar isso mexe muito comigo. cada peça me lembra de algo, remete a um certo dia, a alguém. mas livrar-se delas me deixa mais leve, mais livre. é como se eu fosse um caderno que teve as suas páginas rabiscadas arrancadas, mas que agora tem todo um conjunto de páginas limpas, disponíveis para novos rabiscos.
e aqui estou, totalmente disponível para coisas novas. então, que venham!
eu tenho uma mania estranhíssima que quase ninguém sabe. é uma espécie de simpatia mórbida. outro dia mesmo me peguei recorrendo novamente à ela para "salvar" meu filho e a babá.
desde pequena, quando alguém querido se demorava demais, eu ficava com medo de ter acontecido alguma coisa e a pessoa não voltar nunca mais. geralmente eu tinha estes sentimentos quando algum dos meus irmãos passava demais da hora de chegar mas, com o tempo, estendi a outras pessoas: já senti o mesmo por amigos (especialmente dr. all, que morou comigo), pelo meu marido e uma vez até por um chefe que "sumiu".
o lance é o seguinte: quando eu me dou conta da demora da tal pessoa e vem aquele medo de que alguma coisa ruim possa ter acontecido, eu preciso desenvolver esta história na minha cabeça. então eu começo a divagar sobre a possível desgraça e fantasio o que aconteceria depois. por exemplo: a pessoa foi atropelada e está muito mal, mas ninguém sabe quem ela é pois a bolsa voou e ela ficou sem documentos, então ninguém terá como avisar a família, depois a pessoa morre e eu nunca saberei exatamente o que aconteceu, daí eu imagino a falta que a pessoa me fará, como seria a minha vida sem ela, etc...
eu sei que é super esquisito, mas é como se vivenciando este sentimento ruim eu purgasse alguma coisa lá não sei aonde, evitando assim que o pior aconteça com aquela pessoa.
não, não é voluntário. não faço isso pensando em fazer isso. simplesmente acontece. não sei como começou, nem quando, nem porquê. que doideira, né?

e mais não digo.

imagem de: http://epellik.fotoblog.uol.com.br/
"ainda bem que você vive comigo, porque senão como seria esta vida?" o marido viajando a trabalho e eu aqui já morta de saudades em menos de 24 horas da sua ausência. juntos, somos uma dupla e tanto. somos os desaforados! espertos, queridos, desalmados, bem amados, críticos. tom e jerry, bonnie & clyde, tarcísio e glória, arroz com feijão.
hoje eu sou apenas uma parte. "eu sou neguinha"!!! meio esperta, um tanto querida, levemente desalmada, mais ou menos amada, um pouquinho crítica. não tenho que perseguir nem ser perseguida, não tenho como cometer meus crimes, não tenho com quem contracenar, não tenho complemento. sou apenas eu.
ah, mas também não é só isso... "essa boneca tem um manual"! eu não sou apenas, eu sou EU! sou única, sou singular, sou estrela. sou objeto, sou nome próprio. tenho meu eu, minha própria graça.
mas que meu próprio eu tá bem sem graça hoje, ah isso tá!

hoje é o aniversário do meu mais querido amigo. o amigo mais verdadeiro e completo que já tive. ele é meu irmão de alma. meu querido "dr. all xs".
ele enxergou como ninguém como eu sou, o que eu sou, quem eu sou. já estivemos mais perto fisicamente, mas hoje ele está mais nos meus pensamentos do que do outro lado da linha ou no sofá da minha casa.
mas ele vive comigo. fica me ouvindo quando falo sozinha no banheiro. presta atenção enquanto divago no metrô. me abraça quando choro no meio da noite. ele também me aplaude quando me supero e ralha quando repito meus erros.
enfim, ao melhor dos amigos desejo as pequenas alegrias, desejo saúde, desejo mais amor ainda ao lado do seu querido amor. desejo parabéns!
o marido traz o menino que, ainda sonolento, chega na cama já com a boca aberta procurando o peito. queria dormir mais, mas não dá! começou o dia...
e dá de mamar, despacha o marido pro trabalho, engole o café e dá o desjejum do menino ao mesmo tempo, organiza o dia junto com a empregada que acabou de chegar, toma um banho rápido, pega o moleque e leva pra brincar, queria ficar mais, mas não dá! volta como sempre atrasada para o almoço dele e lhe dá a comida, prepara o banho e tchibum na banheira, seca e veste sob a sinfonia do choro, é o sono! dorme bem, meu anjo...
almoça ligando o computador e começa o trabalho, desenha, pesquisa, telefona pro cliente, acompanha por alto as notícias na televisão e na internet, queria ler mais, mas não dá! buáááá o menino acordou, brinca um pouco, trabalha mais um pouco, escolhe a fruta e deixa ele lanchando, sai e passa na feira, na farmácia, no supermercado, queria comprar mais, mas não dá!
volta pro computador, para tudo: o filho quer seu colo, volta a desenhar, entra na internet, para de novo, beija o menino, trabalha mais e para, criança jantada, despacha a empregada, brinca no chão, canta, dança, queria dançar mais, mas não dá! o marido chega, lancham, ele fica com o moleque, ela volta pro computador, trabalha e acompanha a novela ao mesmo tempo, queria ver mais, mas não dá! filhote de mingau tomado, fralda trocada, para de vez com o trabalho e é de novo só mãe dando o derradeiro mamar do dia, boa noite meu filho!
conversa com o marido, toma banho, reclama, vê televisão, chora, namora, queria namorar mais, mas não dá! é tarde, precisa dormir, logo logo o filho vai estar chegando na cama com a boca aberta...
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um belo dia, no meio disso tudo, consegue entrar no seu cantinho secreto e escrever. bem que queria escrever mais, mas não dá...
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